![[TESTE] Marco de teste 2](https://qa.s3.fi-editor-observatorio.caiena.app/qa.editor.fi-editor-observatorio.caiena.app/public/image/3267/file/optimized-629df56ceae105eb008ed9f7ac9af3c6.jpeg)
Política de Imigração
Desde a Proclamação da Independência, o Brasil elabora projetos imigrantistas marcados pela questão racial, consoante às preocupações com a formação da identidade nacional. Em um primeiro momento, essas políticas de imigração são motivadas por um projeto civilizatório e contraindígena e por estratégias para ocupação de fronteiras e terras devolutas. Depois, na passagem do Império à República, estão marcadas pela substituição da mão de obra negra escravizada e pela ideologia do embranquecimento.
Durante a Primeira República, muitos fluxos imigratórios contam com financiamento da União. Entre os anos de 1889 e 1930, ingressam no país mais de 3,5 milhões de estrangeiros, o que corresponde a 65% do total de imigrantes entre os anos de 1822 e 1960. Na época, essa porcentagem caracteriza o Brasil como o terceiro destino mais procurado nas Américas, depois dos Estados Unidos e da Argentina. Mas, ao contrário desses países, no Brasil a imigração se direciona prioritariamente para a zona rural.
A política migratória da Primeira República está pautada por uma teoria antropológica racializante e racista, que explicita o ideário de unificação nacional com base na imigração branca, mais especificamente, latina, em função de suas supostas predisposições à mistura e ao trabalho rural. As restrições legais à imigração asiática e africana a partir de 1890 se relacionam ao alto índice de imigrantes europeus (principalmente italianos) admitidos no primeiro decênio depois da abolição.
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