Lideranças negras femininas nas quais devemos nos inspirar e espelhar todos os dias (parte 1)

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Transformar estruturas sociais e combater padrões alicerçados na desigualdade sociorracial passa pelo protagonismo de mulheres negras. Afinal, inclusive por meio de estudos e dados estatísticos, é evidente o fato de esse grupo demográfico ocupar a base...

Lideranças negras femininas nas quais devemos nos inspirar e espelhar todos os dias (parte 1)
Tânia Rego / Agência Brasil

Transformar estruturas sociais e combater padrões alicerçados na desigualdade sociorracial passa pelo protagonismo de mulheres negras. Afinal, inclusive por meio de estudos e dados estatísticos, é evidente o fato de esse grupo demográfico ocupar a base da pirâmide social.

Nesse sentido, o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha tem como objetivo colocar em evidência as especificidades de demandas e subjetividades das mulheres negras. Idem para funcionar como um chamado à contestação do status quo sociopolítico e econômico e, consequentemente, ser um convite para a construção de uma sociedade pautada pela equidade racial e de gênero.

Em lembrança à data, a Plataforma Ancestralidades disponibiliza uma relação com verbetes biográficos de lideranças femininas nas quais todas as pessoas, independentemente de etnia e gênero, devem se inspirar.

Confira a parte 1 da relação a seguir

 

Adélia Sampaio

Reconhecida como a primeira mulher negra a dirigir um longa-metragem de ficção com circulação comercial no Brasil, Adélia constrói suas histórias inspiradas em fatos reais, provocando reflexões entre o público. Saiba mais sobre a sua obra.
 

Aline Motta

Artista visual, fotógrafa e cineasta. Seu trabalho destaca-se graças à união de elementos relativos à fotografia, a produtos audiovisuais e à pesquisa documental sobre suas origens. Suas obras buscam resgatar a ancestralidade negra e africana. Conheça sua trajetória.

 

Ana Maria Gonçalves

Conselheira da Plataforma Ancestralidades, a escritora destaca-se graças à obra-prima “Um Defeito de Cor”. Sua produção literária caracteriza-se pelo caráter intimista, quase autobiográfico, de narrativas e resulta de densas pesquisas sobre heranças africanas deixadas no Brasil. Confira o verbete sobre sua trajetória.
 

Antonieta de Barros

Professora, oradora, parlamentar, militante da área educacional e ensaísta. Entra para a história brasileira por ser considerada a primeira mulher negra eleita deputada em Santa Catarina. Acesse a sua biografia.
 

Beatriz Nascimento

Historiadora, professora, escritora, ativista do movimento negro e feminista. Intelectual e militante comprometida com o reconhecimento das contribuições da população negra para a formação do Brasil, Beatriz Nascimento desenvolve trabalho aprofundado sobre os quilombos como formação histórica, social e coletiva de resistência afrodiaspórica. Saiba como a sua trajetória é um farol para a população negra.
 

Benedita da Silva

Parlamentar, deputada constituinte, gestora, liderança comunitária e feminista negra. Atualmente deputada federal, Benedita da Silva foi também governadora do Rio de Janeiro e tem trajetória política pautada pela luta na promoção da equidade racial e de gênero. Conheça a sua história de pioneirismo político.

 

Carolina Maria de Jesus

A escritora é um dos ícones da literatura brasileira no século XX. Conhecida por meio do clássico “Quarto de Despejo”, tornou-se célebre por retratar o cotidiano em territórios periféricos e marginalizados a partir de depoimentos que mesclam o cotidiano dos moradores aos próprios sentimentos em relação à desigualdade a que é exposta. Conheça a sua vida e obra e saiba mais também sobre o seu legado para as gerações atuais e futuras.

 

Cátia de França

Cantora, compositora, instrumentista, escritora. Criada em um ambiente ilustrado, desenvolve obras a partir de colagens de suas referências literárias e musicais, que surgirão ao longo de sua trajetória em composições de ritmos variados. Destaca-se por parcerias e colaborações e pelo diálogo com a literatura brasileira nas letras de suas canções. Saiba mais.

 

Cida Bento

Doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (IPUSP) e cofundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), é uma das mais relevantes intelectuais e ativistas do movimento negro brasileiro contemporâneo. Criou o conceito de pacto narcísico da branquitude, que se tornou um dos cânones no debate sobre relações étnico-raciais e combate ao racismo. Leia o verbete sobre sua trajetória.
 

Cleide Queiroz

Atriz e professora de expressão vocal. Tem longa trajetória profissional nos palcos brasileiros, que inclui musicais, peças infantis e espetáculos de dança, além de participações na televisão e no cinema. Destaca-se pela força de sua presença cênica e de sua expressividade vocal. Saiba mais sobre sua trajetória.

 

Conceição Evaristo

Trata-se, inequivocamente, de uma das maiores referências contemporâneas da literatura brasileira. Sua vasta obra destaca-se por apresentar o conceito de escrevivência, o qual representa concepção derivada de epistemologia negra que consegue examinar e analisar os contornos das experiências da população negra brasileira. Confira sua vida e obra e saiba mais sobre a escrevivência.

 

Diane Lima

Curadora, diretora criativa, pesquisadora e designer. É uma das vozes do pensamento feminista negro no debate brasileiro contemporâneo. Questiona os paradigmas do sistema artístico e propõe modos de produção menos hierárquicos e que incluam saberes multiculturais. Conheça a sua trajetória.

 

Edna Roland

Psicóloga, gestora pública e uma das fundadoras do Geledés – Instituto da Mulher Negra e da Organização Fala Preta. figura como uma das principais referências do feminismo negro brasileiro, com contribuições para organização da sociedade civil e governamental no âmbito estatal. Em atividades internacionais, aparece como integrante do Grupo de Especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) para o programa de ação da Conferência de Durban (2001), do qual foi relatora. Confira sua trajetória.

 

Evelyn Queiroz

Grafiteira e artista visual. Sua obra tem como temas centrais questões como o direito das mulheres na sociedade, liberdade do corpo e negritude. Saiba mais.

 

Givânia Maria da Silva

Quilombola, professora, parlamentar, gestora pública, pesquisadora e ativista negra. Givânia Maria da Silva é uma das fundadoras da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) e referência nos estudos sobre educação quilombola. Leia o verbete sobre sua biografia.

 

Grace Passô

Atriz, dramaturga, diretora e curadora. Por meio de suas peças, que têm traduções para vários idiomas, a artista cria fábulas contemporâneas metafóricas, que se distinguem por evidenciar o jogo de forças entre a ficção construída e o real da situação que apresenta. Essa mesma lógica aplica-se em filmes dos quais é diretora, como “Temporada”. Aprofunde-se na obra de Grace Passô.

Jurema Werneck

Médica e ativista, Jurema Werneck é uma das principais lideranças do movimento de mulheres negras no Brasil. Sua atuação política e intelectual acontece especialmente na área da saúde e dos direitos humanos. É também fundadora da ONG Criola e sua atuação na Anistia Internacional a coloca em evidência nos planos nacional e global. Saiba mais sobre sua trajetória.


Léa Garcia

A atriz Léa Garcia (1933-2023) é um dos grandes ícones do teatro e da teledramaturgia no Brasil. Por meio de sua extensa, polivalente e prolífica carreira, ela desenvolveu consciência político-racial que perpassou sua atuação artística com postura questionadora sobre o lugar do negro na sociedade e na arte. Confira o verbete sobre a sua inspiradora trajetória.

 

Leda Maria Martins

Poeta, ensaísta, dramaturga, professora. Rainha de Nossa Senhora das Mercês da Irmandade de Nossa Senhora do Rosário do Jatobá. Pesquisadora das áreas de teatro, performance, literatura e culturas populares da diáspora africana, seu trabalho é dedicado ao reconhecimento e valorização da arte e dos saberes negros em suas múltiplas expressões e afetações. Saiba mais sobre sua trajetória e confira detalhes a respeito de sua obra.

 

Lélia Gonzalez

Filósofa, professora, tradutora, ensaísta e ativista do movimento negro e feminista brasileiro, Lélia Gonzalez (1935-1994) foi e é uma grande referência para a luta antirracista e a promoção da equidade. Como intelectual pública, atuou nas lutas contra a ditadura civil-militar (1964-1985), o regime do Aparthaid na África do Sul e em defesa dos processos de independência dos países africanos. Pensadora feminista negra e latino-americana, é reconhecida por sua abordagem interseccional e anticolonial, que envolvem dimensões de classes, raça e gênero. Confira o verbete sobre sua história e saiba mais também sobre o seu legado para o país.
 

Liniker

Compositora, cantora e atriz. Com influência de estilos como soul, jazz e samba, destaca-se, a partir de 2015, por sua potência vocal e pelas letras de amor. Dona de timbre grave versátil, também transita naturalmente para o agudo em frequentes falsetes. Confira mais detalhes sobre sua carreira.


Linn da Quebrada

Artista multimídia, cantora, compositora, atriz e performer. Usa música e performance para dar visibilidade a questões de gênero, corpo e sexualidade, remetendo-se, principalmente, à luta de transexuais, marginalizadas pela sociedade. Confira o verbete sobre a artista.

 

Lúcia Gato

Atriz, pesquisadora e ativista antirracista. Sua trajetória destaca-se por, entre diversos motivos, ter sido uma das fundadoras da Cooperativa de Teatro de Maranhense (Coteatro-MA), companhia com a qual obteve destaque na cena regional. Leia o verbete sobre sua história.
 

Lúcia Xavier

Assistente social, ativista dos direitos humanos e intelectual do movimento de mulheres negras brasileiras, Lúcia Xavier destaca-se por ter fundado a ONG Criola, cujo foco consiste no protagonismo e na promoção da cidadania por meio da intersecção entre raça e gênero. Saiba mais sobre a sua trajetória.
 

Luedji Luna

A artista destaca-se por conseguir, como poucas pessoas de sua geração, sintetizar temas como feminismo, solidão da mulher negra e a pauta antirracista. Seu lugar estético na música brasileira também dialoga com esse caminho lírico, com som que não se enquadra em um rótulo específico e estabelece pontes com várias linguagens rítmicas e harmônicas da diáspora negra. Confira mais detalhes sobre a sua obra.

 

Para acompanhar

Confira a parte 2 da lista com lideranças femininas feita para o Dia da Mulher Negra Latina e Caribenha.

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