Foto: Reprodução fotográfica Correio da Manhã/Acervo Arquivo Nacional
Jackson do Pandeiro é muito mais do que um dos nomes mais importantes e emblemáticos da música brasileira. É muito mais do que uma inegável fonte de inspiração para expoentes da arte.
Adjetivos não são suficientes para falar sobre José Gomes Filho - nome de nascimento de Jackson do Pandeiro. Nascido em 1919, ele atravessou décadas para trazer ritmo, alegria e criatividade para a cultura brasileira e, desde 10 de julho de 1982 - ou seja, há quatro décadas -, fazer parte da memória e da história do país.
Por mais que lendas vivas da música nacional do calibre de Gilberto Gil e Alceu Valença o tenham como inegável fonte de inspiração, falar sobre isso não dá a dimensão da importância do artista eternizado como Rei do Ritmo. Afinal, Jackson do Pandeiro notabilizou-se pelo talento único para conduzir ritmos igualmente geniais e inimagináveis do instrumento por meio do qual entrou para o olimpo musical.
Se, por um lado, a sua verve disruptiva e única tornou fértil a união de ritmos no primeiro momento díspares, porém surpreendentemente harmoniosos, O Rei do Ritmo tornou-se um expoente - e ancestral da música - por, ao mesmo tempo, trazer holofotes para a riqueza cultural do Nordeste, em particular do estado da Paraíba, e quebrar o muro invisível da hegemonia do Centro-Sul, em particular do eixo Rio de Janeiro - São Paulo.
Apesar de a música popular brasileira estar há 40 anos órfã da presença de Jackson do Pandeiro, é necessário dizer que, tal qual um ancestral, ele teve a própria vida e a sua obra eternizadas no segmento cultural do país.
Por esse motivo, valorizar a história dessa lenda, cuja trajetória é relembrada na Plataforma Ancestralidades, dentro da seção Biografias e Trajetórias, é fundamental para, entre outras coisas, reconhecer a importância que ele tem - e terá -, assim como celebrar a sua obra e um capítulo que enriqueceu a história do Brasil.