Idealizar realidades possíveis é necessário para encontrar soluções e alternativas para superar a estrutura sociorracial excludente e opressora vigente. Além disso, a busca por um mundo mais justo e humanizado abre um leque de possibilidades, inclusive, na esfera artística.
A reimaginação de novos mundos a partir da mistura da tecnologia, das ancestralidades e da ficção científica, com base na experiência diaspórica dos diversos povos do continente africano, fundamentou o surgimento do afrofuturismo. O termo, cunhado nos anos 1990 pelo escritor e crítico cultural Mark Dery, reúne a estéticas e temáticas trabalhadas por artistas negros.
Para fomentar o protagonismo da perspectiva afrofuturista dentro da produção artística brasileira, o Itaú Cultural Play coloca à disposição do público a mostra Despertar Afrofuturista.
O projeto conta com cinco produções audiovisuais realizadas por jovens cineastas que, por meio da perspectiva afrofuturista, desenvolveram narrativas tipicamente brasileiras - e recorrendo à inventividade e à originalidade.
Os filmes disponíveis dentro da mostra são:
- Beatitude (2015), de Délio Freire;
- Rapsódia para o Homem Negro (2015), de Gabriel Martins;
- Cartuchos de Supernintendo em Anéis de Saturno (2018), de Leon Reis;
- Preces Precipitadas de um Lugar Sagrado que não Existe Mais (2019), de Mike Dutra e Rafael Luan;
- Blackout (2020), de Rossandra Leone.
Para maratonar
A mostra Despertar Afrofuturista está disponível na plataforma Itaú Cultural Play. Confira os filmes na playlist disponível no site.