Será que as pessoas negras vivem nas mesmas condições que as pessoas não negras no Brasil? Elas têm as mesmas oportunidades e igualdade de tratamento? Vivemos em uma democracia racial?
Estas perguntas, que têm a mesma resposta - não para todas elas -, são alguns dos pontos norteadores do trabalho do Cedra, instituição independente e apartidária criada por especialistas em ciências de dados e pensadores da questão racial.
A plataforma oferece insumos para o aprofundamento das análises e reflexões em busca de soluções para combater a desigualdade racial.
Tal análise é feita por meio do cruzamento de dados, relativos a contextos variados, como habitação, renda, saúde, educação e segurança pública, cuja análise é transmitida em linguagem acessível. Esta lógica reflete um dos mantras do Cedra destacados na própria plataforma:
"Os dados não são somente números. Eles são um retrato da realidade e jogam luz sobre determinados fenômenos sociais."
As informações multidisciplinares disponibilizadas no Cedra são analisadas com focos em variáveis como juventude, Lei de Cotas e relativas a mulheres negras, ao destacar a intersecção desses mesmos segmentos na estruturação das desigualdades observáveis na sociedade.
Vale ressaltar que os dados obtidos advêm de amostra do Censo de 2010 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) entre 2012 e 2019.
Um exemplo dos dados compilados por meio da plataforma Cedra é a seção com destaques. Ao ter acesso a informações relativas aos temas escolaridade, renda, domicílios e trabalho, quem acessar o site pode visualizar informações variadas que compõem o quadro das desigualdades sociorraciais.
Como consequência, a navegação permite a análise desses mesmos dados por meio de correlações entre eles, permitindo a compreensão da desigualdade sociorracial de maneira multifatorial.
Para navegar e analisar
Acesse cedra.org.br para compreender as nuances e as várias dimensões sobre a desigualdade no Brasil e como a disparidade racial acentua esse quadro.