Há quem considere o rap um estilo de vida. Há aquelas/es que o consideram como um instrumento de luta que transforma trajetórias. A mesma coisa vale para quem o encare como uma expressão cultural que amplifica as vozes de quem encontra no gênero musical uma plataforma para falar o que não seria escutado em nenhum outro contexto. Ah, sim: há também quem trilhe a sua caminhada como um modo de sobrevivência.
Pois bem, o rap pode ser todas estas opções - ao mesmo tempo, inclusive - e muito mais. Está longe de ser exagero ou recurso retórico dizer que o rap salvou e continua a salvar vidas. E isso é possível ouvir e ler nas letras, marcadas por fortes e pungentes poesias, além do ritmo obrigatório que as embala - o ritmo e a poesia são, é claro, a essência da sigla e do gênero musical.
O tamanho da importância do rap em âmbito social fez o estilo musical ser digno de ter uma data própria: o Dia do Rap Nacional é celebrado em 6 de agosto, graças à Lei n° 13.201, de 2008.
Um dos diversos motivos que tornam o rap nacional grande é a pluralidade de temas, perspectivas e vozes que levam o gênero aos múltiplos cantos do Brasil. Há temas para todos os gostos: denúncia da desigualdade sociorracial que estrutura a sociedade, a exaltação de quem pavimentou as nossas estradas e cujos passos vêm de longe, a subjetividade, o amor… E por aí vai.
Confira a seguir as trajetórias de algumas das figuras que, cada um/a à sua maneira, fazem do rap uma das mais fortes e sinceras expressões do Brasil atual e do país que queremos no futuro:
Confira as trajetórias destes expoentes do rap e das ancestralidades afro-brasileiras na seção Biografias e Trajetórias da Plataforma Ancestralidades.