Catimbó
Prática ritualística, bastante comum no Norte e no Nordeste do Brasil, que combina elementos de diversas origens, sobretudo ameríndias e afro-brasileiras, espíritas e do catolicismo popular. Tem por objetivo resolver problemas de várias naturezas, como doenças e suspeitas de feitiçaria, levados pelo paciente ao ritualista, mencionado como “mestre”. Este termo indica também as entidades espirituais que o auspiciam nas suas práticas de cura e exorcismo.
Em suas sessões, o mestre se utiliza de uma mesinha com vários objetos e do maracá para acompanhar seus cantos [1]. A principal força atuante é a defumação, feita com o cachimbo do “catimbozeiro”, da pessoa que busca a solução e de seu ambiente. Para Câmara Cascudo, a palavra catimbó seria uma variação fonética de cachimbo [2].
Algumas fontes veem o catimbó como uma forma de “baixo-espiritismo”. Já foi considerado como sinônimo de jurema; entretanto, a diferença fundamental entre os dois universos é que a jurema configura um culto, isto é, uma religião organizada segundo normas próprias, o que não é o caso do catimbó. Ver JUREMA.
Fontes de pesquisa
[1] ALVARENGA, Oneyda. Catimbó. Registros sonoros de folclore musical brasileiro III. São Paulo: Prefeitura Municipal de São Paulo, 1949, p. 8, 39.
[2] CASCUDO, Luis da Câmara. Dicionário do folclore brasileiro. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1954, p. 164.